Energia

2017 começa com bandeira verde na conta de luz, mas não desperdice

A mudança da bandeira tarifária não deve ser motivo para o aumento de consumo de energia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crédito da foto: Mike Lewiski

 

A conta de luz do mês de janeiro de 2017 está com bandeira verde, isto é, os consumidores deixam de pagar uma taxa extra para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumidos.  

As cores verde, amarela ou vermelha das bandeiras tarifárias indicam se a energia custará mais ou menos de acordo com as condições de geração de energia elétrica.

De acordo com o relatório mensal do Operador Nacional do Sistema (ONS), a condição hidrológica favorável determinou o acionamento de usinas térmicas com “Custo Variável Unitário abaixo de R$ 211,28 por megawatt-hora (R$/MWh)”.

“O valor da térmica acionada ficou em 128,65 R$/MWh e possibilitou a manutenção da bandeira verde, sem custo para todos os consumidores de energia elétrica”, diz nota da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Mas é importante que essa mudança da bandeira tarifária não seja motivo para o aumento de consumo de energia.  Mas nada de voltar a tomar banhos mais longos, esquecer luzes acesas ou ligar o ar condicionado sem necessidade. “Esse descuido pode trazer, além de um aumento na conta de luz, um grande impacto negativo para o meio ambiente e a sociedade”, afirma Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu.   

Não existe geração de energia sem impactos: mesmo que a produção de energia elétrica no Brasil volte a crescer nas hidrelétricas, há impactos negativos ao represar a água, pois inundam áreas em que antes existiam cidades, florestas ou mesmo agropecuária. A construção e manutenção das hidrelétricas para produção de energia também contribuem para o aumento da concentração de Gases de Efeito Estufa e o Aquecimento Global. “Precisamos combater o desperdício de energia, consumindo somente o necessário, ao mesmo tempo em que promovemos a transição para fontes alternativas como a energia eólica e a solar, para atender a demanda por energia garantindo o bem-estar de toda a sociedade”, afirma Mattar.   

Para o Instituto Akatu, os hábitos de consumo consciente de energia devem ser adotados de maneira permanente. “Ter mais abundância ou ser mais barato não significa que um recurso como água e energia estarão disponíveis para sempre. Devemos economizar todos os dias para que não só hoje mas também nas futuras gerações haja um acesso aos recursos dentro dos limites do nosso planeta. No caso da energia elétrica, bandeira verde não significa sinal verde para o desperdício. Devemos pensar sempre em sinal vermelho para o desperdício!”, afirma Helio Mattar.

(Com informações da Agência Brasil)

 

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