Mobilidade

Instituto Akatu repudia Projeto de Lei que autoriza veículos leves a diesel no Brasil

Assunto será objeto de discussão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) nesta quarta-feira























Crédito da foto: creative commons / pixabay.com

Enquanto a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE) ganha espaço na agenda da ONU e de outras entidades globais, o Senado brasileiro pode tomar uma decisão completamente contrária a esse objetivo nesta quarta-feira, 14/12. Será objeto de discussão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) o Projeto de Lei nº 84/2015, que visa sustar atos normativos do Poder Executivo que impedem a utilização de veículos de passeio com motores a diesel.

O Instituto Akatu, em apoio à iniciativa da Coalizão Clima, Florestas e Agricultura, declara seu repúdio a tal projeto. Na prática, a aprovação significaria um incentivo à produção em grande escala de veículos leves movidos a diesel. Isso seria lesivo para os interesses nacionais e globais em diversos aspectos:

- retrocesso ambiental: com o aumento das emissões de GEE quando o planeta luta por políticas que viabilizem a construção de uma economia de baixo carbono;

- impacto na saúde: as partículas ultrafinas emitidas pelo diesel são classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígenas, além de serem associadas a diversas doenças respiratórias, como asma e bronquite;

- impacto econômico: uma maior demanda por diesel exigiria um aumento de sua importação, competindo com o etanol e a gasolina. Embora também sejam poluentes, ambos têm desempenho ambiental superior e representam melhores alternativas para uma rápida descarbonização da matriz de combustíveis automotivos no país;

Em maio, o Akatu e seu diretor-presidente, Helio Mattar, já haviam assinado manifesto organizado pelo Observatório do Clima contrário ao Projeto de Lei 1013-A/2011, que tratava do mesmo assunto.

“O diesel é um combustível fóssil de elevado potencial poluidor. Recentemente, diversas cidades que incentivaram o uso deste combustível, como Paris, Londres e Madrid precisaram restringir o tráfego de veículos e reduzir atividades econômicas, como as registradas em 2015. O Brasil deve continuar apoiando o uso do etanol ou outros combustíveis menos poluentes e não o contrário”, afirmou Mattar.

Para ler o texto completo do posicionamento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura repudiando o Projeto de Lei, clique aqui.

 

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