“Sonho e prática: como educar para estilos mais sustentáveis de vida?”. Este foi o tema da roda de conversa promovida pelo Instituto Akatu na Escola São Paulo, na capital paulista, no último dia 29. O evento fez parte da programação da 4ª edição da Virada Sustentável. Participaram como convidadas Silvia Sá, Gerente de Educação do Instituto Akatu, Kelly Marchi, coordenadora do projeto Aprendendo com a Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, e Ana Cláudia Leite, coordenadora de educação do Instituto Alana. Cerca de 30 pessoas compareceram à atividade, entre elas professores, pedagogos, engenheiros ambientais, jornalistas, publicitários, estudantes universitários e representantes de organizações não governamentais.
Antes de iniciar a roda de conversa, todos os participantes foram convidados a colar em um painel alguns post-its com frases contando seus sonhos e práticas sobre educação e estilos de vida mais sustentáveis. Dos sonhos citados, os mais recorrentes foram a diminuição do consumo, a produção mínima de lixo e mais respeito à natureza. Já, entre as práticas mencionadas estão a troca de saberes, o aprendizado divertido, lúdico e dinâmico. Todas essas ideias serviram de inspiração para que as três convidadas propusessem a construção de algumas respostas sobre o tema escola e sustentabilidade.
Sílvia Sá, do Instituto Akatu, falou sobre um dos caminhos a seguir para conseguir realizar sonhos. “É importante resgatar o afeto e se reconectar com memórias afetivas. Os processos de educação geram momentos afetivos. Isso é valorizado em nosso trabalho. Ajuda a transformar sonhos em realidade”. Ela citou um exemplo: o Edukatu, uma rede de aprendizagem sobre consumo consciente nas escolas. “Nós colocamos alunos e professores para conversarem sobre projetos de sustentabilidade em uma plataforma virtual. Até os pais estão participando. As crianças estão buscando novos caminhos e trazendo soluções para a escola e suas comunidades”, conta a educadora.
Kelly Marchi, do SOS Mata Atlântica, ressaltou um dos sonhos citados nos post-its dos participantes : o respeito à natureza. Para ela, todos nós estamos conectados com a natureza, mesmo morando em cidades. “Em nosso projeto, procuramos mostrar aos alunos que todos nós moramos em regiões que fazem parte da floresta”, diz a educadora ambiental, referindo-se ao programa que coordena Aprendendo com a Mata Atlântica. Essa iniciativa tem o objetivo de sensibilizar estudantes por meio de atividades lúdicas relacionadas à questão ambiental.
Ana Cláudia, do Instituto Alana, escolheu o tema do lúdico no aprendizado – outro assunto mencionado no painel dos participantes. Mas antes de começar a falar sobre o assunto, ela pediu para que todos formassem uma roda e propôs uma brincadeira com as mãos. A ideia era que cada um se reconectasse com sua criança interior. “O brincar ajuda no autoconhecimento. É o eu comigo, eu com os outros, eu com o mundo. O conjunto de histórias de vida, com suas diversidades, forma uma história maior. E toda essa teia é a sustentabilidade”, diz a especialista.
Os participantes também entraram na roda de conversa. Um dos temas mais abordados foi a relação das crianças com o meio ambiente. A maioria acredita que as crianças estão preocupadas com a sustentabilidade, o bem-estar de todos, o planeta. E isso pode ser aprendido nas escolas. Muitas vezes, elas querem até dar o exemplo para seus pais. Mas não devemos responsabilizar as crianças sobre o futuro do planeta. Os adultos já devem dar o exemplo a partir de já.
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