loader image
30.05.18 às 16:16

Pesquisa mostra que São Paulo é uma cidade hostil a LGBTs

Estudo da Rede Nossa São Paulo revela que cinco, em cada dez paulistanos já presenciaram algum tipo de violência contra homossexuais em espaços públicos.

Uma pesquisa inédita da Rede Nossa São Paulo, lançada neste mês, mostra que a capital paulista é uma cidade hostil a LGBTs. O estudo chamado “Viver em São Paulo”, com foco em diversidade sexual, revela que cinco em cada dez paulistanos (cerca de 6 milhões) já presenciaram algum tipo de violência contra LGBTs. Essas agressões ocorrem sobretudo nos espaços e transportes públicos. Além disso, cerca de 3/4 da população acha que a Prefeitura faz pouco ou nada para combater a hostilidade contra o público LGBT. Segundo os pesquisadores, o resultado do estudo indica que é necessário haver um transporte mais seguro na cidade e que isso pode ser feito com mais campanhas e fiscalizações.

O estudo também aponta que quatro em cada dez paulistanos já vivenciaram ou presenciaram situações de preconceito de gênero ou orientação sexual em bares, restaurantes, shoppings, escolas, faculdades e comércios.

O apoio às demonstrações de afeto – como beijos e abraços – de pessoas do mesmo sexo em locais públicos é muito baixo. Segundo a pesquisa, apenas 22% dos habitantes de São Paulo são a favor, 43% são contrários e 30% são indiferentes.

Mas nem todos os resultados da pesquisa foram negativos. Cerca de 54% dos moradores de São Paulo são favoráveis à criação de leis de incentivo à inclusão dos LGBTs no mercado de trabalho, 53% aprovam pessoas transexuais e travestis adotarem o nome social, ou seja, o nome pelo qual preferem ser chamados(as) e 51% apoiam a adoção de crianças por casais homossexuais.

O estudo também criou o Índice de LGBTfobia, com o objetivo de classificar a população paulistana em relação à variação da favorabilidade sobre frases ligadas à temática. O resultado final é uma escala que varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 0, mais favorável é o respondente em relação aos temas LGBTs, e quanto mais próximo de 1 é o índice, mais contrário ele é). Na média, São Paulo alcançou o índice de 0,46 – o que representa que, de forma geral, o paulistano é “timidamente mais favorável” às questões LGBT.

No total, foram entrevistadas 800 pessoas. Clique aqui para acessar a pesquisa completa em PDF.

Equidade e consumo consciente

O combate à homofobia, ao racismo, à violência contra as mulheres e à discriminação de minorias precisa ser enfrentado com urgência. É importante que, individualmente, todos nós lutemos contra essas injustiças – inclusive no papel de consumidor. Consumidores conscientes, que pesquisam e se informam sobre as práticas de responsabilidade social empresarial na hora de escolher um produto ou serviço e preferem aquelas que respeitam a diversidade de gênero e de raça nas relações de trabalho, contribuem para que outras empresas também sigam na mesma direção. E mais: cada um de nós pode mobilizar amigos e familiares para agir dessa forma e, assim, expandir o impacto positivo desse comportamento, o que é da maior importância para a promoção de uma sociedade mais justa e com maior equidade.

Veja também