20.12.21 às 9:38

Projeto Estilos de Vida 1.5º: perspectivas para minimizar a crise climática

Iniciativa mapeia hábitos de consumo e caminhos para a adoção de estilos de vida de baixo carbono
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Como podemos impulsionar estilos de vida de baixo carbono em diferentes realidades para minimizar os efeitos da crise climática? Este foi o objetivo do projeto Estilos de Vida 1.5°: Nossas Visões de Futuro (adaptação do inglês Envisioning Future Low-Carbon Lifestyles and Transitioning Instruments project), liderado pelo Institute for Global Environmental Strategies (IGES). Realizado em cinco países, Índia, África do Sul, Tailândia, Japão e Brasil — aqui, por meio da parceria com o Akatu –, promoveu atividades ao longo dos últimos dois anos.

A iniciativa, que  faz parte do Programa de Estilos de Vida e Educação Sustentável da ONU e aborda o ODS 12 — Consumo e Produção Responsáveis, envolveu especialistas e moradores de diferentes perfis para mapear hábitos em cinco áreas nas quais o consumo possui maior impacto sobre a crise climática: alimentação, habitação, mobilidade, lazer e bens de consumo e serviços. 

O projeto contou com pesquisas, workshops e diversas ações com moradores dos cinco países, resultando em importantes insumos para estudos e publicações sobre estilos de vida de baixo carbono.

Uma revista global contendo um resumo das principais descobertas de cada país acaba de ser lançada e pode ser acessada aqui (em inglês), e a publicação específica sobre os resultados de São Paulo pode ser conferida aqui (em inglês).

Além disso, a iniciativa foi apresentada em um painel do ICLEI World Congress, evento que reúne lideranças comprometidas com a construção de um futuro sustentável. Outra frente do projeto foi um concurso cultural realizado em abril convidando criadores de conteúdo a apresentarem ideias sobre estilos de vida de baixo carbono em formatos multimídia e que distribuiu prêmios de até US$ 2 mil. Clique aqui (em inglês) para conhecer as visões criativas dos vencedores do concurso.

“Por meio da conversa com os cidadãos de perfis tão diversos foi possível entender os estilos de vida das pessoas, as barreiras e os gatilhos para o consumo consciente e até diferenças de comportamento entre pessoas da mesma cidade”, conta Bruno Yamanaka, analista de pesquisas e conteúdos do Akatu que conduziu a etapa brasileira do projeto. 

Ainda segundo Bruno, foi possível perceber que há muitas pessoas interessadas em contribuir no combate da crise climática, mas muitas vezes elas não sabem como fazer isso. “Isso mostra a necessidade de divulgação de caminhos para estilos de vida de baixo carbono e incentivos a sua adoção, para conseguirmos gerar mudanças e transformar positivamente o nosso futuro”, completa.

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