29.09.21 às 16:43

Espelho, espelho meu: que consumidor sou eu?

Descubra qual o seu perfil de consumidor e como evoluir nessa jornada — afinal, sempre dá para adotar alguma prática mais sustentável

É hora de encarar o espelho da sustentabilidade. Neste Dia do Consumo Consciente — 15 de outubro —, convidamos você a olhar para dentro, refletir sobre seus hábitos e identificar qual o seu perfil de consumidor. Assim, fica muito mais fácil conhecer seus “pontos fracos” (sim, todos nós temos), entender o impacto de suas práticas cotidianas e saber onde e como é possível melhorar.

Sabemos que mudar comportamentos pode ser um tanto complexo. Justamente por isso o Akatu existe: para orientar você nessa jornada. E ela começa com o Teste do Consumo Consciente, que analisa comportamentos e valores para avaliar o seu grau de consciência ao consumir algo — de água e energia elétrica em casa, passando pela maneira como você se desloca até o planejamento das compras.

“Conhecer seu nível de consciência é um passo essencial para a mudança de comportamento em favor do consumo consciente e de estilos de vida mais sustentáveis”, enfatiza Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu. “Entender e mapear nossos hábitos de consumo e buscarmos nos tornarmos protagonistas de uma busca de melhorar os seus impactos nos leva a adotar práticas que podem ser simples, mas que, se repetidas por muito tempo ou por muitas pessoas, geram enorme impacto positivo para nós mesmos, a sociedade, a economia e o meio ambiente.”

Qual é o seu perfil?

A sociedade brasileira ainda tem muito a evoluir rumo ao consumo consciente. De acordo com a Pesquisa Akatu 2018, somente 4% dos brasileiros podem ser classificados como consumidores conscientes, aqueles com comportamento ativo, que de fato praticam os 5Rs da Sustentabilidade e que tomam suas decisões de consumo baseado no que é melhor para o coletivo e para o meio ambiente.

Mas, calma. Os brasileiros estão, sim, cada vez mais interessados em sustentabilidade, o que é um ótimo indicativo de que também estão dispostos a ampliar suas práticas de consumo consciente. Na Pesquisa Vida Saudável e Sustentável 2020, promovida por Akatu e GlobeScan, 41% dos entrevistados concordaram totalmente com a frase “Eu quero reduzir muito o impacto que eu tenho no meio ambiente” e 68% disseram ser uma prioridade “viver de uma maneira que seja boa para você, boa para outras pessoas e boa para o meio ambiente.” 

Confira os quatro perfis de consumidor na escala de consciência do Akatu:

Consumidor indiferente: Ainda não leva em conta que evitar desperdícios traz benefícios diretos para si mesmo e para o seu bolso nem compreende os impactos de seus hábitos de consumo para o meio ambiente. Representa 38% da população brasileira.

Consumidor iniciante: Pratica o consumo consciente pensando em soluções para evitar desperdícios e economizar financeiramente, como desligar a luz ao sair de um cômodo ou fechar a torneira ao escovar os dentes, pois já compreende que seus atos de consumo geram impactos para si próprio e para seu bolso. Também é 38% da população brasileira.

Consumidor engajado: Percebe que o consumo consciente é mais que uma maneira de economizar — reconhece que seus hábitos de consumo geram consequências para si e para seu bolso, mas também para a sociedade e para o meio ambiente. Representa 20% da população brasileira.

Consumidor consciente: Tem comportamentos ativos, para além de práticas em casa, no trabalho e no lazer. Faz escolhas sabendo que as consequências de seus atos de consumo afetam não só a si próprio, mas também a sociedade, o meio ambiente e as futuras gerações, além de entender que influencia pessoas ao seu redor. Abrange 4% da população brasileira.

Agora que você já conhece os diferentes perfis de consumidor, está na hora de saber em qual você se encaixa. Preparado? Faça o Teste do Consumo Consciente já!

Mas lembre-se: ninguém é um consumidor 100% consciente. Há sempre aspectos do nosso estilo de vida em que podemos evoluir. Por isso, indicamos aqui hábitos simples de consumo consciente na moda, na alimentação e na limpeza de casa. Reflita se algum deles pode ser encaixado no seu estilo de vida de hoje, pra você ser um consumidor mais consciente amanhã!

Moda: o melhor estilo é aquele com menor impacto

1. Diversifique seu modo de consumo: Peças compartilhadas, alugadas e de segunda mão estimulam uma cadeia mais circular e muitas vezes têm um preço menor. Fomentar esses diferentes modelos de consumo traz benefícios para você, a sociedade, o meio ambiente e a economia.

2. Mantenha relações de longo prazo com suas peças: Cuide bem de suas peças. Prolongar a vida útil delas significa deixar de comprar algo, reduzindo o impacto negativo associado à produção de novas peças e ao descarte de itens usados. Isso é bom pro seu bolso, para o meio ambiente e para a sociedade.

3. Saiba mais sobre suas marcas favoritas: Avalie se elas valorizam os funcionários e o meio ambiente por meio de uma cadeia produtiva mais sustentável. Informe-se sobre o local de confecção, a mão de obra utilizada, a origem das matérias-primas e iniciativas para reduzir emissões e resíduos. Dica: conheça o Índice de Transparência da Moda Brasil.

Alimentos: comida sem desperdício é mais gostosa

1. Compre alimentos “fora do padrão”: Legumes e vegetais com formatos diferentes e frutas cujas cascas têm outra coloração possuem o mesmo sabor, textura e valor nutricional de um alimento considerado no “padrão estético”. Privilegiando a compra deles, você adquire um alimento suculento e ajuda a reduzir o desperdício, já que muitos estabelecimentos acabam descartando esses produtos.

2. Utilize os alimentos integralmente: Ao incluir cascas, talos, folhas e sementes no preparo das refeições, você aproveita suas riquezas nutricionais e evita desperdícios. Isso faz bem para o meio ambiente e para a sua saúde — há diversas receitas saudáveis e sustentáveis que utilizam as partes menos convencionais dos alimentos.

3. Planeje a compra e o armazenamento: Prepare uma listinha com os itens que você precisa para não se esquecer de nada importante e evitar comprar alimentos por impulso que podem acabar sendo desperdiçados. Na hora de armazená-los, coloque sempre os produtos mais antigos e com data de validade mais próxima na frente, assim você os utiliza primeiro e não desperdiça. Isso é economizar dinheiro e recursos naturais.

Limpeza: faxina boa tem brilho de sustentabilidade

1. Se ligue no consumo de água: Ela é essencial na limpeza, mas deve ser usada com consciência. Prefira baldes ao invés de água corrente de mangueiras e controle o volume de uso para evitar desperdícios. Na limpeza de áreas externas, use a vassoura ou reutilize a água dos enxágues da máquina de lavar.

2. Utilize produtos em refil e concentrados: Você diminui a geração de resíduos, uma vez que os refis e os concentrados vêm em embalagens menores, e pode economizar, já que eles costumam render mais. Por serem menores, os concentrados também podem ter seu transporte otimizado, reduzindo as emissões na logística de distribuição.

3. Informe-se sobre as fabricantes de produtos de limpeza: Buscar informações sobre as empresas é essencial. As práticas relacionadas ao consumo de recursos naturais, emissões de carbono, geração de resíduos, uso de água, diversidade, inclusão e governança refletem os valores de cada organização e como elas enxergam seu papel na sociedade. Dê preferência àquelas que mais se aproximam de seus valores!

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