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22.02.21 às 17:31

Santander estabelece objetivos de descarbonização em busca de emissão líquida zero em 2050

A instituição deixará de oferecer serviços financeiros a clientes cuja renda dependa em mais de 10% de fontes de carvão térmico e eliminará sua exposição à mineração de carvão em todo o mundo

O Santander anunciou nesta segunda (22) sua ambição de alcançar emissão líquida zero de carbono em todo o grupo até 2050 para apoiar os objetivos do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. Este objetivo vale tanto para a própria atividade do grupo, que é neutro em carbono desde 2020, como para todas as emissões de clientes de qualquer serviço financeiro, assessoramento ou investimento que o Banco oferece.

Para chegar lá e facilitar a transição para uma economia de baixo carbono, o Banco adequará sua carteira de geração de energia elétrica ao Acordo de Paris, e publicou seus primeiros objetivos de descarbonização:

  • Em 2030, o Santander terá deixado de prover serviços financeiros a clientes de geração de energia elétrica cuja receita dependa em mais de 10% de carvão térmico
  • Em 2030, o Banco eliminará por completo a sua exposição à mineração de carvão térmico em todo o mundo

Estes são os primeiros objetivos de descarbonização do Santander para a sua atividade financeira e afetam setores com altas emissões de carbono. O Banco proporcionará mais detalhes de sua rota para a ambição de alcançar zero emissões líquidas de carbono em seu relatório sobre economia climática, que será publicado ainda neste ano. Até setembro de 2022, o Santander compartilhará seus objetivos de descarbonização para outros setores relevantes, como os de óleo & gás, mineração, siderurgia e transporte (automóveis, caminhões, transporte marítimo, aviação, trens e transporte público. Não inclui o financiamento no varejo).

“As mudanças climáticas são uma emergência global. Somos um dos maiores bancos do mundo, com 148 milhões de clientes, e por isso temos a responsabilidade e a oportunidade de apoiar a transição ecológica e incentivar pessoas e empresas a serem mais sustentáveis. Ainda há muito a fazer, mas os compromissos que anunciamos hoje são um grande avanço”, afirmou Ana Botín, presidenta do Banco Santander.

O Banco se compromete a trabalhar com seus clientes para facilitar sua transição e reduzir suas emissões de carbono, o que será algo chave para alcançar a ambição de zero emissões líquidas. Para apoiar este projeto, o Santander conta com equipes especializadas em assuntos ESG (ambientais, sociais e de governança, da sigla em inglês) no Santander Corporate & Investment Banking (Santander CIB) e no Wealth Management, colabora com a Banking Environment Iniciative para desenvolver um marco com seus clientes e é membro do Climate Action 100+ com o objetivo de promover ações para mitigar as mudanças climáticas entre as maiores empresas emissores de gases de efeito estufa do mundo.

Como signatário dos Princípios da ONU para Banco Responsável e dos Princípios de Investimentos Responsáveis (PRI), e como membro do Grupo de Investidores Institucionais sobre Mudanças do Clima (IIGCC), o Santander segue as melhores práticas e padrões internacionais.

Os objetivos anunciados também são um primeiro passo do Santander em direção ao Compromisso Coletivo da Ação pelo Clima da ONU (CCCA), de que foi signatário fundador em setembro de 2019.

Os governos da maioria dos países em que o Santander opera estabeleceram uma ambição de zero emissões líquidas.

Para alcançar sua ambição de reduzir a zero suas emissões líquidas, o Santander atuará em três âmbitos:

  1. Alinhar a carteira do Santander para cumprir os objetivos do Acordo de Paris

Para chegar lá, o Santander fará o seguinte:

  • Aumentará as informações públicas relacionadas com o clima, incluindo a análise de materialidade no Relatório Anual 2020 do grupo, que será publicado neste mês. O relatório proporcionará também os dados de intensidade de emissão do setor de geração de energia elétrica;
  • Implementará as recomendações do Grupo de Trabalho sobre Divulgação de Informações Financeiras relacionadas com o Clima (TCFD) do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), e as expectativas do Banco Central Europeu e de outros guias de diversas autoridades sobre riscos climáticos e ambientais, para seguir integrando as mudanças climáticas em sua governança, estratégia, gestão de riscos, métricas e objetivos;
  • Atualizará sua polícia de gestão de riscos ambientais, sociais e de mudanças climáticas a respeito de atividades proibidas ou restringidas em setores de altas emissões, entre outros. Isso inclui atividades em setores relevantes para o clima, como os de energia, mineração e siderurgia, e matérias-primas agrícolas;
  • Definirá estratégias para alinhar as carteiras identificadas (óleo & gás, transporte, mineração e siderurgia) por seu risco climático e para as que já existem metodologias de alinhamento disponíveis, além de trabalhar no desenvolvimento das capacidades internas. O Banco também avaliará o alinhamento de outras carteiras, levando em conta a nossa exposição ou posicionamento, como as de hipotecas e financiamento para automóveis no varejo, aplicando os melhores dados e metodologias disponíveis;
  • Trabalhará na medição das emissões financiadas, com métricas para apoiar o estabelecimento de objetivos intermediários e melhorar a informação pública;
  • Seguirá colaborando com especialistas mundiais, como os da Iniciativa de Finanças do Meio Ambiente da ONU (UNEP FI); o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) e seu grupo bancário sobre iniciativas agrícolas; o Instituto de Recursos Mundiais (WRI), em relação com objetivos baseados na ciência e com os futuros padrões de emissão zero; o Grupo de Investidores Institucionais sobre a Mudança Climática (IIGCC), e os Princípios de Investimentos Responsáveis (PRI), além de seguir participando no Grupo Consultivo do Grupo de Trabalho sobre a Ampliação dos Mercados Voluntários de Carbono para explorar e avaliar as metodologias para estabelecer objetivos de alinhamento.

O Santander continuará detalhando seu progresso na integração das iniciativas sobre mudanças climáticas em seus processos e políticas, e fornecerá informações sobre seu desempenho climático e os avanços em direção ao Compromisso Coletivo da Ação pelo Clima da ONU e sua ambição de alcançar zero emissões líquidas.

  1. Apoiar a transição para uma economia verde

O Santander já desempenha um papel importante na luta contra as mudanças climáticas e em facilitar uma transição em direção a uma economia verde. De acordo com dados do fim de 2020, o Santander CIB foi líder mundial em financiamento de energias renováveis, segundo a Dealogic. Em 2020, o banco ajudou a financiar projetos de energias renováveis de nova criação (greenfield) com uma capacidade total instalada de 13.765 megawatts (MW), suficiente para fornecer energia a 10,3 milhões de residências e evitar a emissão de 60 milhões de toneladas de CO2, de acordo com dados da Agência Internacional da Energia.

O Banco aspira o seguinte:

  • Financiar ou facilitar a mobilização de 120 bilhões de euros em financiamento verde até 2025. Esta cifra chegará a 220 bilhões de euros até 2030 e inclui, entre outros, financiamento de projetos, empréstimos sindicados, green bonds, financiamento de capital, exportações e assessoramento. Desde 2019, Santander financiou ou facilitou 33,8 bilhões de euros em financiamentos verdes;
  • Continuar com sua posição de liderança em energias renováveis, assim como aproveitar sua capacidade de originação para emitir mais green bonds;
  • Desenvolver produtos verdes para seus clientes, entre os que se incluem: hipotecas verdes; empréstimos para a instalação de painéis solares, para a compra de veículos elétricos; e para a agricultura de baixas emissões de carbono; soluções de investimento ESG, e serviços adicionais como cartões ecológicos ou ferramentas de medição da pegada de carbono, que permite aos clientes compensar suas emissões.
  • Trabalhar com seus clientes para apoiar na transição para uma economia de baixo carbono com a ajuda das equipes ESG de Santander CIB e Wealth Management.
  • Seguir lutando contra o desmatamento e seu impacto negativo nas mudanças climáticas e na biodiversidade, especialmente na Amazônia.
  1. Reduzir a pegada ambiental do Banco

O Santander atingiu a neutralidade de carbono de sua própria atividade mediante o uso de energia renovável e outras iniciativas de eficiência, assim como a compensação das emissões restantes.

O Banco criou um plano de compensação de emissões de carbono com cinco projetos que foram certificados por cumprir com os padrões internacionais reconhecidos como o Gold Standard, o Verified Carbon Standard (VCS) e o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável (MDL) do Protocolo de Kyoto. Estes projetos são os de energia eólica “Oaxaca III” no México; a reflorestação de Guadalajara (Espanha); a central hidrelétrica “Salto Pilão” no Brasil; o projeto de redução das emissões de N2O em Krefeld (Alemanha), e a recuperação do gás no vertedouro Bluesource de Spartanburg (Carolina do Sul, EUA).

O Banco também está avançando para alcançar outros objetivos fixados em 2019:

  • Utilizar 100% de energia elétrica procedente de fontes renováveis em todos os países em que o Banco opera em 2025 sempre que seja possível certificar a fonte da eletricidade. Ao fim de 2020, 57% da eletricidade utilizada pelo Banco era proveniente de fontes renováveis.
  • Eliminar os plásticos desnecessários de uso único de escritórios e edifícios corporativos para o fim de 2021. Ao fim de 2020, o banco conseguiu uma redução de 98%.
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